Desde que a Samsung decidiu uniformizar a linguagem estética dos seus dispositivos, tem sido cada vez mais difícil distinguir, a um olhar menos treinado, um topo de gama de um modelo mais acessível. O novo Galaxy A57 leva esta tendência ao extremo. Ao pegar neste equipamento pela primeira vez, a sensação é de que a marca sul-coreana decidiu, derrubar o “muro” que separava a construção da série S da popular série A. Com um perfil de apenas 6,9 milímetros e uma estrutura em alumínio que abraça painéis de vidro Gorilla Glass Victus+ em ambos os lados, este é, sem dúvida, o smartphone da gama média com o toque mais premium que já passou pelas minhas mãos.
Um ecrã que desafia o Sol
O ecrã continua a ser a jóia da coroa da Samsung e, neste modelo, o painel Super AMOLED Plus de 6,7 polegadas é simplesmente espectacular. Com uma taxa de actualização de 120 Hz, a fluidez na navegação pelas redes sociais ou nos menus do sistema é total. Mas o que realmente impressiona é a luminosidade. A marca anuncia um pico de brilho de 1900 nits e, na prática, isto significa que, mesmo sob a luz directa do sol de meio-dia, o conteúdo permanece legível, algo que antes era um privilégio reservado aos modelos mais caros do mercado. As cores são vibrantes, talvez até um pouco saturadas demais para os puristas, mas é esse o perfil visual que os entusiastas da marca tanto apreciam.
Em termos de desempenho, o processador Exynos 1680, fabricado num processo de 4 nanómetros, oferece uma experiência de utilização bastante equilibrada. Não estamos perante um monstro da computação capaz de bater recordes em jogos pesados, mas para as tarefas do quotidiano, a resposta é perfeitamente satisfatória. Onde a Samsung quis realmente marcar pontos foi na integração das funcionalidades de inteligência artificial. O sistema One UI 8.5, baseado no Android 16, traz ferramentas que já não vivem apenas na nuvem. A funcionalidade de remoção de objectos em fotografias, por exemplo, está mais refinada do que nunca, permitindo limpar uma imagem de elementos indesejados com uma precisão cirúrgica. Notei também melhorias significativas na tradução em tempo real, que agora corre de forma mais fluida directamente no dispositivo.
O sensor que faz a diferença
A análise detalhada da câmara é obrigatória num smartphone que se quer afirmar nesta faixa de preço. O sensor principal de 50 megapíxeis, equipado com estabilização óptica de imagem (OIS), é o grande protagonista. Em condições de boa luz, o nível de detalhe é impressionante e o alcance dinâmico permite captar pormenores tanto nas sombras como nas zonas mais iluminadas sem grande esforço. Notei que a reprodução de tons de pele está mais natural, evitando aquele aspecto excessivamente processado de gerações anteriores.
Quando a noite cai, o modo nocturno faz um trabalho digno de registo. Conseguimos captar imagens em ruas mal iluminadas com um ruído digital muito controlado e uma boa retenção de cor. A câmara ultra grande angular de 12 megapixels, embora útil para paisagens, não mantém a mesma consistência cromática do sensor principal, tendendo para tons ligeiramente mais frios. Quanto à câmara macro de 5 megapixels, continua a ser um extra que raramente acrescenta valor real à experiência fotográfica, servindo mais para preencher a ficha técnica. No vídeo, a estabilização electrónica faz maravilhas, permitindo gravar em 4K sem que o resultado pareça uma montanha-russa, o que será muito apreciado por quem gosta de criar conteúdos para as redes sociais.
Experiência de utilização
O que mais nos cativou em termos de experiência de utilização foi a ergonomia. Ser tão fino torna o Galaxy A57 confortável de usar, mesmo com apenas uma mão. No entanto, nem tudo são elogios. Durante sessões mais prolongadas de navegação com 5G ou ao utilizar aplicações de edição de imagem, o equipamento aquece de forma perceptível na zona traseira. Não é algo que comprometa a utilização, mas mostra que o sistema de arrefecimento tem de lidar com um corpo muito estreito que não dissipa o calor tão depressa como seria desejável. Outro ponto a destacar é a bateria de 5000 mAh que, pela primeira vez na série A, suporta carregamento de 45 W. Finalmente, a Samsung percebeu que os carregamentos lentos já não têm lugar em 2026, permitindo agora recuperar uma boa percentagem de energia em pouco mais de meia hora.
Veredicto
Será que este smartphone oferece uma experiência próxima da linha de topo Galaxy S? A resposta é um sim convincente no que toca ao design, ecrã e qualidade de construção. No entanto, quem procurar o máximo desempenho para jogos ou um sistema de câmaras com zoom óptico real continuará a ter de olhar para os modelos mais caros.
O Galaxy A57 é o smartphone ideal para quem valoriza o prestígio visual e a segurança de ter seis anos de actualizações garantidas. É a escolha lógica para quem quer um aparelho bonito, resistente à água (certificação IP68) e com um ecrã de sonho, sem ultrapassar a barreira psicológica dos mil euros. Deve ser evitado, contudo, por quem prioriza a relação entre potência bruta e preço, uma vez que existem alternativas no mercado, que oferecem desempenho similar por um preço mais baixo, como o Redmi Note 15 Pro+ , sacrificando o requinte da construção. O Google Pixel 10a continua também a ser uma opção a considerar no capítulo da fotografia pura.
Com preços a começar nos 534,90 euros para a versão de 128 GB de armazenamento, atingindo os 769,90 euros na variante de 512 GB, o Galaxy A57 posiciona-se como um dos melhores smartphones do mercado nacional para quem procura um equilíbrio entre luxo e funcionalidade, provando que a gama média da Samsung está mais madura do que nunca.
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