A selecção de futebol da China, com zero golos marcados na fase de grupos, voltou a falhar a missão de se qualificar para o Mundial da FIFA. No entanto, os adeptos decidiram que, neste ano, não queriam ficar de fora do maior evento futebolístico e e viraram os seus esforços de apoio para um chinês que pisará os relvados: o árbitro Ma Ning, também conhecido como “card master” (ou mestre dos cartões), pelo carácter implacável da sua arbitragem.
O árbitro de 46 anos já tinha participado no Mundial de 2022, no Qatar, como quarto árbitro, e integra, desde 2011, a lista de árbitros da FIFA. Para além da carreira em campo, também é docente no Instituto de Desporto de Nanjing, refere a BBC.
A popularidade do árbitro disparou nas últimas semanas. Segundo dados avançados pela CNN, os temas relacionados com Ma Ning acumulam milhões de visualizações nas redes sociais chinesas e a sua conta na plataforma RedNote mostrava já 200 mil seguidores. A France-Presse (AFP) acrescenta que uma hashtag relacionada com a viagem de Ning para o Mundial ultrapassou os 3,6 milhões de visualizações no Weibo. Amontoam-se os memes de montagens de plantéis em que Ma Ning surge sozinho no centro ou da hipotética mala do árbitro recheada de cartões vermelhos.
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A reputação de exibir cartões com facilidade remonta a 2015, quando, num dérbi de Xangai, mostrou nove amarelos e três vermelhos, recorda a AFP. A notoriedade, por outro lado, só chegou agora e tem atraído vários patrocinadores. Segundo a BBC, várias empresas chinesas, como a Lenovo e a Hisense associaram-se à participação do árbitro no torneio.
Ma Ning, no entanto, não será o único chinês a rumar à América do Norte. O árbitro viaja acompanhado do assistente Zhou Fei e pelo técnico de videoárbitro Fu Ming. A selecção de futebol da China conta com uma única presença no Mundial, em 2002. Por isso, será esta equipa de arbitragem a representar o país, uma missão que Ning assume com orgulho.
Atento à atenção que tem recebido nas redes sociais, o árbitro declarou aos meios de comunicação estatais chineses que pretende aproveitar o torneio para aprender junto dos melhores colegas do mundo e levar esse conhecimento de volta para a China, desenvolvendo a qualidade da arbitragem no país. Ning tem partilhado a sua preparação para o desafio e, numa mensagem citada pela CNN, garantiu que a equipa de arbitragem chinesa dará o máximo para representar o seu país no Campeonato do Mundo.
Pequim alimenta, há vários anos, a ambição de transformar o país numa potência futebolística, mas entre problemas financeiros e escândalos de corrupção, vários jogadores, dirigentes e árbitros têm optado por prosseguir as suas carreiras no estrangeiro.
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