Tiago Oliveira, que liderou a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) desde 2017, apresentou demissão e deixará o cargo no final desta semana, logo após o início da da fase mais crítica da época de incêndios em Portugal.
A informação é avançada pelo Expresso, a quem o engenheiro florestal disse que foi em Março que pediu para sair da liderança da AGIF por “razões pessoais” e para dedicar mais tempo à família. “Depois de mais de oito anos a dar o melhor de mim e a mobilizar esta equipa, chegou o momento de fazer outras coisas na vida”, afirmou ao semanário.
A AGIF actua sob a tutela do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes. Ainda não é conhecido o nome do sucessor de Tiago Oliveira, que assumiu a liderança da então recém-criada AGIF logo após os incêndios de 2017.
Segundo o especialista, a saída por esta altura não deverá ter grande impacto nas operações da AGIF, uma vez que “a equipa técnica mantém-se no terreno a apoiar a Protecção Civil, nomeadamente através de simulações e modelos de previsão de incêndios”. “O nosso contributo é sobretudo de suporte à decisão operacional e de antecipação de cenários. A equipa continua focada e mobilizada, não vai haver diferença”, garantiu ao Expresso.
Neste momento, relatou ao semanário, cerca de um quarto da equipa está envolvido directamente em trabalhos de apoio ao sistema de decisão em matéria de incêndios florestais, incluindo a realização de simulações de incêndios virtuais para melhorar a capacidade de antecipação e prevenção de incêndios.
O PÚBLICO tentou contactar Tiago Oliveira, mas não obteve resposta.
Fase Bravo
Os meios de combate a incêndios rurais vão ser reforçados a partir de sexta-feira, passando a estar em permanência no terreno 11.955 operacionais de 2031 equipas, 2599 veículos e 37 meios aéreos, além dos três helicópteros da Afocelca, empresa privada de protecção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais.
O primeiro reforço de meios acontece a 15 de Maio, no que é denominado “nível Bravo”, numa fase que se prolonga até ao dia 31 de Maio, altura em que os meios voltam a aumentar.
A fase mais crítica, entre Julho e Setembro, é aquela que mobiliza o maior dispositivo e vai contar este ano com 15.149 operacionais de 2596 equipas, 3463 viaturas e 81 meios aéreos, incluindo os três da Afocelca, um ligeiro aumento relação ao ano passado.
Dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão estar este ano pela primeira vez ao serviço do combate aos fogos rurais. com Lusa
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