Trump não está satisfeito com o plano do Irão para terminar o conflito

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, não está satisfeito com o último plano iraniano para terminar o conflito, revelaram algumas fontes próximas das negociações ao New York Times.

De acordo com o plano, entregue no domingo aos mediadores paquistaneses, o Irão comprometia-se a reabrir o estreito de Ormuz, com o levantamento do bloqueio da Marinha dos EUA e a abertura da via marítima à navegação comercial (com pagamentos associados pelos “serviços” de passagem ao Irão, de acordo com um projecto de lei que está a ser preparado por Teerão, algo que até agora era gratuito). Em contrapartida, as negociações sobre o programa nuclear do Irão seriam adiadas para uma fase subsequente do processo. O Irão tem rejeitado repetidamente as propostas norte-americanas para suspender o seu programa nuclear e entregar o urânio enriquecido que tem armazenado.

O plano terá sido discutido na segunda-feira na Casa Branca e Trump terá dito aos seus conselheiros que não está satisfeito com ela, escreve o jornal nova-iorquino. Apesar de o Presidente norte-americano não ter revelado as razões para o seu descontentamento, já tinha, anteriormente, traçado as suas linhas vermelhas com o Irão, reforçando que o país não pode ter armas nucleares, um dos aspectos centrais da sua posição.

Um responsável norte-americano revelou também que aceitar este acordo iria, aparentemente, negar a Trump uma vitória, apesar dos riscos económicos de manter o estreito fechado.

Alguns responsáveis referem ainda que não há certezas de conseguir quaisquer vantagens pela via militar, sem provas de que isso altere o processo de decisão iraniano.

Oficialmente, a Casa Branca não comentou o assunto. Na segunda-feira, a secretária de imprensa Karoline Leavitt referiu que a equipa de segurança nacional de Trump se reuniu e discutiu a proposta iraniana, mas sem adiantar detalhes.

“Os EUA não vão negociar através da imprensa – temos sido claros sobre as nossas linhas vermelhas e o Presidente só vai fazer um acordo que seja bom para o povo norte-americano e o mundo”, disse Olivia Wales, uma porta-voz da Casa Branca, em comunicado, citada pelo New York Times.

Sem um acordo em vista, os dois lados culpam-se mutuamente. Os responsáveis norte-americanos dizem que a liderança do Irão não autorizou os seus negociadores a fazer concessões sobre o nuclear, o que frustra qualquer tentativa norte-americana de chegar a um acordo. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, que se encontrou na segunda-feira com Vladimir Putin na Rússia, disse que o Irão está a tentar avançar com o processo de paz, mas o processo está a tornar-se mais lento pelos “hábitos destrutivos de Washington”.

Para Araghchi, o processo de negociação é sinal de que o Irão é “um sistema estável, sólido e poderoso”. Ao seu lado, Putin prometia que a Rússia ia fazer tudo o que “servisse os interesses iranianos”.

EUA estão a ser “vencidos pela astúcia”, diz Merz

O chanceler alemão, Friedrich Merz, acredita que os EUA estão a ser “vencidos pela astúcia” iraniana na mesa das negociações, contrariando a tentativa norte-americana de enquadrar as negociações com um tom positivo.

No domingo, o Presidente norte-americano dizia à Fox News que tem “todas as cartas do seu lado” e que se Teerão quiser falar podem ir ter com eles ou ligar-lhes.

No entender de Merz, é sinal de que a equipa de Trump está a ser enganada: “Os iranianos são muito astutos na negociação, ou melhor, na falta dela, deixando que os norte-americanos viajem para Islamabad e saiam sem nenhum resultado”, disse, citado pelo Guardian.

“Uma nação inteira está a ser humilhada pela liderança do Irão, especialmente pelos chamados ‘Guardas da Revolução’. Espero que isto termine assim que possível”, afirmou, em conversa com alguns estudantes em Marsberg.

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