Ucrânia atinge três navios da “frota fantasma” russa e um porto no Báltico

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A Ucrânia atingiu, na madrugada deste domingo, várias embarcações – incluindo três petroleiros da frota fantasma russa – e o porto de Primorsk, no mar Báltico, o maior porto usado para exportação de crude russo.

A informação de que o porto de Primorsk foi atingido num ataque com drones foi confirmada pelo governador regional de Leninegrado, Alexander Drozdenko, que acrescentou que as forças russas conseguiram abater mais de 60 drones ucranianos ao longo da noite. O ataque ao porto, operado pela empresa russa Transneft e capaz de processar várias centenas de milhares de barris de crude por dia, iniciou um incêndio que se extinguiu rapidamente. Não há registo de nenhum derrame de crude, acrescentou. Não se sabe se há feridos ou danos resultantes do ataque.

O porto já tinha sido atingido várias vezes nos últimos meses, desde que as conversas de paz mediadas pelos Estados Unidos entraram num impasse. Kiev tem aumentado os ataques contra as infra-estruturas petrolíferas russas, por considerar que o crude financia o esforço de guerra de Moscovo.

Além do porto, as forças ucranianas atingiram ainda um “porta-mísseis russo do tipo Kalibr” que ficou “fora de serviço”, confirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Além desse, atingiram ainda uma corveta classe Karakurt, uma lancha de patrulha e um petroleiro da frota fantasma, usado para contornar as sanções ocidentais e os limites máximos de preço impostos a Moscovo. “Cada um limita ainda mais o potencial bélico da Rússia”, afirmou o Presidente.

Noutra publicação, horas mais tarde, Zelensky adiantou que as forças ucranianas atingiram mais dois petroleiros da ​frota fantasma no mar Negro, perto do porto de Novorossiysk. “Esses navios estavam activamente a ser usados para transportar petróleo. Agora já não”, afirmou, elogiando as “capacidades de longo alcance da Ucrânia” que continuam a ser desenvolvidas “em mar, ar e terra”.

Num primeiro momento, Moscovo não reagiu. No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, admitiu, mais tarde, que o preço global do petróleo pode aumentar ainda mais se a Ucrânia continuar a atingir as infra-estruturas petrolíferas russas. “Se forem retirados do mercado volumes adicionais do nosso petróleo, os preços subirão ainda mais em relação aos níveis actuais, que já se situam acima dos 120 dólares por barril”, cita a televisão russa. “Isso significa que, mesmo com volumes de exportação mais baixos, as nossas empresas ganhariam mais dinheiro e o Estado obteria mais receitas.”

Noutras partes da Ucrânia, o conflito continua. Em Odessa, a sul, duas pessoas morreram vítimas de ataques russos com drones, que também terão danificado três edifícios residenciais. Há ainda danos a registar no porto de Odessa, devido a um incêndio causado pelos ataques. No centro do país, na região de Dnipropetrovsk, seis pessoas ficaram feridas depois de um ataque.

Na Rússia, um drone ucraniano matou um homem de 77 anos na região de Moscovo e há registo de um ataque contra a central nuclear de Zaporijjia, ocupada pela Rússia, que atingiu o laboratório de controlo de radiação. O Ministério da Defesa russo refere ter abatido 334 drones ucranianos durante a noite na Rússia e na região ocupada da Crimeia. A mesma fonte diz ter atingido a Ucrânia com 269 drones e mísseis balísticos durante a noite.

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