Arsenal voltou a esmagar pela margem mínima e vai à final da Champions

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Não foi bonito, mas foi eficaz e foi justo. Pela segunda vez na sua história, o Arsenal qualificou-se para a final da Liga dos Campeões, com um triunfo em Londres por 1-0 sobre o Atlético Madrid. O empate (1-1) em Madrid sugeria que esta seria uma batalha de muito equilíbrio e poucos golos, e foi o que aconteceu, uma eliminatória, tal como acontecera nos “quartos” com o Sporting, decidida pela mais pequena das margens. Um golo de Bukayo Saka decidiu para os londrinos, que terão agora pela frente o sobrevivente do duelo entre PSG e Bayern Munique, qualquer um deles uma verdadeira máquina de atacar. Os “gunners” não conseguirão igualar esta potência ofensiva, mas ninguém defende como eles.

Depois de um empate em Madrid, alguém precisava de ganhar em Londres, mas ninguém queria arriscar demasiado. Nem Arsenal, nem Atlético Madrid se lançaram ao ataque desde o primeiro minuto, esperando mais pelo que o outro ia fazer. Mais defensivos os “colchoneros”, a preencherem bem os espaços e a absorverem bem a pressão dos “gunners”, sabendo que os seus homens da frente poderiam ganhar metros em velocidade desde que conseguissem ultrapassar as linhas adiantadas do adversário.

O Arsenal também não é uma equipa de arriscar demasiado cedo no jogo, mas até pareceu entrar mais leve e fresco depois do empate do City no dia anterior a recolocar os “gunners” como favoritos ao título. Sem esse estigma iminente de uma época sem títulos, a equipa de Mikel Arteta foi paciente sem jogar a medo, apostando muito na capacidade de construção de Declan Rice e nas decisões rápidas do capitão Saka. Gyökeres, que marcara de penálti no Wanda Metropolitano, estava lá para usar o físico.

Na primeira troca de ataques, o Atlético pareceu mais perigoso. Aos 11’, Griezmann conseguiu uma entrada com propósito na área londrina, mas a jogada perdeu-se. O veterano avançado francês seria o protagonista de mais um par de jogadas intencionais da formação orientada por Simeone, mas a sua maior influência acabava por ser no esforço defensivo – nas equipas de “Cholo”, já se sabe, todos defendem.

Com o passar dos minutos, o Arsenal foi intensificando o seu domínio, com muitas camisolas vermelhas em situações de perigo iminente junto da baliza de Jan Oblak. Sem a inspiração do artista Eze, era Rice a mandar pelo meio, mais Trossard e Saka a furar pelos flancos. O Atlético defendia como podia e era competente a fazê-lo. Foi assim durante 44 minutos. Mas o Arsenal tanto insistiu que acabou por chegar ao golo.

Tudo começou numa abertura para Gyökeres que deixou o sueco sozinho no flanco direito. Oblak foi ao lance para tentar atrapalhar, o ex-Sporting mandou a bola para a área sem grande nexo, mas um corte defeituoso de Hencko deixou a bola nos pés de Trossard. O belga rematou com intenção, Oblak defendeu e, na recarga, Saka meteu-a na baliza. O avançado dos “gunners”, qual predador de área, meteu-se no meio de dois defesas “rojiblancos” e chegou primeiro que Oblak.

Agora, o Atlético estava mesmo obrigado a atacar, algo que sabemos que esta equipa sabe fazer. Praticamente a abrir a segunda parte, aos 51’, Simeone, um dos filhos futebolistas do treinador, quase fez o empate, na sequência de um erro incaracterístico de Saliba. O central francês acabaria por “emendar a mão” com um corte sobre Simeone quando este se preparava para marcar. E, aos 55’, foi Griezmann a obrigar Raya a uma boa defesa, sofrendo depois uma falta de Calafiori que podia ser penálti, não tivesse havido uma falta anterior a penalizar o Atlético.

Simeone foi refrescando o seu ataque com gente diferente – num primeiro momento, entraram Sorloth, Cardoso e Molina, depois foram a jogo Baena e Thiago Almada. Arteta também mudou a partir do banco, com Odegaard, Madueke e Hincapie – Saka, o autor do golo, foi um dos sacrificados.

Os “gunners” mantiveram os níveis de energia bem altos e até estiveram bem perto do 2-0, com Gyökeres a falhar de forma incrível após cruzamento bem direccionado de Hincapie – nos seus tempos de Sporting, marcou muitas destas. Simeone bem esbracejou e não se cansou de gritar, a pedir intensidade à sua equipa. Mas o colete-de-forças imposto pelo Arsenal estava demasiado apertado para o Atlético conseguir escapar.

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