O presidente do Governo espanhol e secretário-geral do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, abriu este domingo a pré-campanha para as eleições andaluzas, usando no discurso o mote “Não à Guerra”, que se tornou emblemático em Espanha desde o início da guerra no Irão e a recusa espanhola em permitir às aeronaves norte-americanas usar as bases de Morón e Rota no apoio ao conflito.
Na sua intervenção em Gibraleón (Huelva), Sánchez, que se tornou, entretanto, um dos inimigos de estimação do Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que Espanha pedirá formalmente, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), na próxima terça-feira, que o bloco “rompa o acordo de associação com Israel”.
“Um Governo que viola o direito internacional ou os princípios da UE não pode ser seu parceiro”, justificou Sánchez citado pelo El País.
Segundo a Europa Press, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Irlanda e Eslovénia (três países que reconheceram, em 2024, o Estado da Palestina) enviaram à chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, uma carta em que pediram um debate formal sobre o acordo de associação com Israel, no qual se mantenham “todas as hipóteses sobre a mesa”, incluindo a suspensão do acordo.
Isto é algo que Espanha já defendeu muitas vezes depois do início da guerra na Faixa de Gaza.
A Europa Press realça que a Comissão Europeia recordou recentemente que, para suspender o acordo com Israel, é preciso a unanimidade dos 27, algo que até agora não se conseguiu.
Ainda assim, a 14 de Abril, uma iniciativa cidadã europeia conseguiu atingir um milhão de assinaturas de cidadãos de sete Estados-membros que pediram que a UE rasgasse o acordo.
Bruxelas tem de verificar as assinaturas e, se confirmar que a iniciativa cumpre os requisitos, terá seis meses para responder e dizer que medidas irá tomar.
Parceiro comerciais
Assinado em 1995, com entrada em vigor em 2000, o acordo enquadra as relações entre a UE e Israel, permitindo, por exemplo, o comércio livre e preferencial, facilitando as importações e exportações entre os dois lados, ou a cooperação em matéria de ciência, inovação e investigação.
Segundo a Comissão Europeia, a UE é o maior parceiro comercial de Israel e, em 2024, representou um terço do total do comércio internacional israelita.
A resposta do Governo de Benjamin Netanyahu a Sánchez não tardou, pela mão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar, que, na sua conta do X, declarou que Israel não aceita “lições hipócritas de alguém que mantém relações com regimes totalitários que violam os direitos humanos, como a Turquia de Erdogan ou a Venezuela de Maduro”.
“Um Governo que recebe agradecimentos do regime brutal do Irão e de organizações terroristas, e que se tem dedicado a difundir anti-semitismo”, prosseguiu o governante israelita, referindo-se às palavras do Presidente do Irão sobre as críticas espanholas à guerra dos EUA e de Israel.
“Espanha agiu de forma responsável ao opor-se às violações dos direitos humanos e à agressão militar da coligação sionista-americana contra países como o Irão”, afirmou Masoud Pezeshkian.
Isto, embora Sánchez tenha destacado que a oposição de Espanha à guerra iniciada por norte-americanos e israelitas não implica o apoio ao regime iraniano “que reprime os seus cidadãos e, em especial, as mulheres iranianas”.
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