Montenegro defende diálogo com Rússia e concorda com participação de Putin no G20

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O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que é “preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos” em que está envolvida, afirmando concordar com a sugestão de Donald Trump para que Vladimir Putin participe na próxima cimeira do G20.

“É preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos em que a Rússia está envolvida. Portanto, desse ponto de vista, como observador externo — Portugal, que não faz parte do G20 —, eu não tenho nenhum problema em vislumbrar aspectos positivos nessa inclusão”, afirmou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à margem da cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Chipre.

O primeiro-ministro respondia a uma pergunta sobre como é que vê a sugestão que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, participe na próxima cimeira do G20, em Miami, em Dezembro.

“Não me parece mal, sinceramente. Parece-me que a inclusão da Rússia na avaliação das grandes questões da geopolítica e das questões económicas e comerciais do mundo não é negativa”, respondeu Luís Montenegro.

Já questionado sobre como é que viu a notícia da Reuters, que indica que os Estados Unidos querem suspender a Espanha da NATO, o primeiro-ministro respondeu apenas: “No comments”.

Esta quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu a participação de Vladimir Putin na cimeira de líderes do G20 em Miami, em Dezembro, embora considerando improvável a vinda do homólogo russo.

Questionado na Casa Branca sobre notícias acerca da participação russa na cimeira, Trump afirmou desconhecer qualquer convite oficial a Moscovo, mas defendeu que “seria muito útil” se Putin viesse.

“Sou da opinião que devemos falar com todos”, frisou Trump, invocando a necessidade de manter contactos com Moscovo para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.

“Quando vou a estas reuniões do G7, 90% das vezes estão a falar sobre a Rússia, e eu penso: ‘Porque é que os expulsaram?’ Na minha opinião, teria sido melhor não os expulsar”, adiantou.

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